Quem é Luana Lara, brasileira mais jovem do mundo a construir sua própria fortuna e se tornar bilionária

Escrito em 10/03/2026


Luana Lara, a brasileira que se tornou a bilionária mais jovem do mundo sem herança A brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, cofundadora e diretora de operações da startup de previsões Kalshi, é a mulher mais jovem do mundo a construir sua própria fortuna e se tornar bilionária. As informações são da revista Forbes. Cofundadora e diretora de operações da plataforma de previsão Kalshi, ela tem patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão e cerca de 12% de participação na empresa. 🔎 A Kalshi funciona como uma espécie de bolsa de contratos ligados a eventos. Nela, as pessoas negociam com base na chance de certos acontecimentos — como a alta ou a queda da inflação, ou a possibilidade de paralisação do governo dos Estados Unidos, por exemplo. Luana passou a liderar o grupo de mulheres bilionárias que fizeram fortuna por conta própria depois que a empresa captou US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) em uma rodada de investimentos, no fim de 2025. A captação foi liderada pela Paradigm, firma de investimentos focada em criptomoedas, e teve participação de nomes como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz e Y Combinator. De acordo com a Forbes, o valor de mercado da Kalshi cresceu mais de cinco vezes no ano passado — de US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões) em junho para US$ 11 bilhões (R$ 58,8 bilhões) em dezembro. Com isso, o patrimônio dos cofundadores aumentou de forma relevante. Além de Luana, o sócio dela, Tarek Mansour, também entrou para a lista de bilionários. Veja os destaques da lista de bilionários da Forbes de 2026: Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Quem é Luana Lara e como surgiu a Kalshi Luana Lopes Lara, cofundadora da Kalshi. Reprodução/Instagram Formada em Ciência da Computação pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Lara nasceu no Brasil na segunda metade dos anos 1990. Ainda estudante, conquistou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e bronze na Olimpíada Catarinense de Matemática. Luana também estudou na Escola de Teatro Bolshoi do Brasil e trabalhou como bailarina profissional na Áustria por nove meses após concluir o ensino médio. Depois, seguiu para os Estados Unidos para cursar a faculdade. No MIT, ela conheceu o sócio, Tarek Mansour. Ainda na faculdade, os dois tiveram passagem pelo mercado financeiro: Mansour trabalhou no Goldman Sachs, e Lara, na Bridgewater, uma gestora de recursos. Nesse período, os dois perceberam que muitas decisões financeiras se baseavam em previsões sobre eventos futuros, mas que não existia um jeito direto de negociar com base no resultado desses acontecimentos. Assim, em 2018, Luana e Mansour fundaram a Kalshi com a proposta de criar uma plataforma mais simples, na qual as pessoas pudessem negociar com base no resultado de eventos específicos. A empresa cresceu e, em 2020, recebeu autorização do órgão regulador, tornando-se a primeira bolsa totalmente regulamentada nos Estados Unidos para contratos ligados a eventos. A Kalshi foi oficialmente reconhecida como “Mercado de Contratos Designado” (DCM) pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC). Com isso, passou a figurar ao lado de bolsas tradicionais como a Chicago Mercantile Exchange (CME) e a Intercontinental Exchange (ICE). Em 2024, a empresa pediu autorização à CFTC para oferecer contratos ligados a eventos eleitorais, mas o órgão negou. O argumento foi que haveria risco de manipulação de resultados e prejuízo à integridade das eleições nos Estados Unidos. A Kalshi entrou na Justiça para contestar a decisão. Um tribunal federal deu ganho de causa à empresa, que se tornou a primeira plataforma totalmente regulamentada a oferecer, de forma legal, a negociação ligada a resultados eleitorais no país.
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